Fricasse, chuva e bicicleta

Olha a receitaaaaaaaa!

Cada pessoa tem o seu jeitinho de cozinhar.

Normalmente cozinha é algo que me traz muita paz. Exceto, claro, quando eu preciso entregar muitos pedidos e me faltam ingredientes de última hora. Oh, Céus! Claro que sempre se adapta daqui, adapta dali… mas e quando você acha que isso pode modificar profundamente o sucesso da receita? Eu tento pensar ainda uns 5 minutos ou 10 para ver se consigo adaptar, ou simplesmente saio correndo rumo ao supermercado. Como me aconteceu ontem, às 07:30 da manhã.

Chovia e faltava muçarela. Abri a geladeira e decidi substituir por La vache qui rit (“polenguinho” francês).  Olhei para a minha travessa CHEIA de massa, olhei para o meu trianglinho, fui pra janela, pensei nos minutos, na chuva, no frio, e na falta que ia fazer a muçarela. Ok, não aguentei, coloquei o tênis, peguei meu guarda-chuva de cabo longo, a bicicleta e fui para o mercado. Crianças, não façam isso. Sim é possível pedalar com um guarda-chuva na mão, mas não adianta NADA em termos de se proteger da chuva. Tudo bem… o Zona Sul é a 3 minutos de bicicleta da minha casa. O que não quer dizer que eu não tenha ficado ensopada. Largo minha bicicleta na porta do mercado, como de costume quando estou com pressa, e vou ao queijo. Às vezes me sinto ridícula quando falo: “Moça, 100 gramas de muçarela, por favor!” 100 gramas? Por que não 200 gramas pra ter valido a pena tanta chuva? Não sei, talvez porque ache que não tenha espaço na geladeira, talvez porque ela fique lá e estrague ou talvez, pior, porque eu coma se tiver em casa dando bobeira. E eu sempre boicoto a minha começão de bobeiras. O que é um traço realmente irritante porque todo mundo normal sabe que tem que ter uma bobeira em casa. Aí lá ficou eu me perguntando: POR QUE EU SOU ASSIM?! rs

Mas voltando, porque afinal de contas, eu tinha que voltar pra casa e terminar a receita. E volto a repetir: Crianças não peguem guarda-chuva e bicicleta. Não adianta NADA! Eu no meu caminho superninja (não mãe, eu não estava na calçada, mas pode deixar que não estava na contra-mão!) meu guarda-chuva vira. Alguém pode me dizer se existe alguma coisa mais insuportável do que já estar pegando chuva e o seu guarda-chuva ainda lhe pregar uma peça? Bem, desisti de ficar seca. (um pouco tarde, eu sei. rs) e fui para receita.

Tudo certo, e tcharam….. eu apenas parto metade de uma fatia de um queijo muçarela bem fininha para deixar no meio do Fricasse. Coloco na travessa metade restante da mistura e coloco no forno. Ai vem um pergunta engraçada. Vale a pena? Ficou bom?

Bem, eu não posso responder esta pergunta, eu não como frango. Mas nem tudo que cozinhamos para os outros nós comemos! A chave, no meu caso, é conseguir sentir os sabores. E vou fazendo as misturas na minha cabeça. É sempre bom um queijo surpresa derretido no meio da sua refeição. Tem coisas que são dramáticas como a azeitona. Tem quem ame ou odeie. Então eu coloco pra quem eu acho que gosta (ou sei que gosta) e não coloco pra quem não gosta. O resto não tem muito mistério.

Pra acertar eu sempre dou uma roubadinha! Pro Fricasse eu vi três receitas (nunca sigo nenhuma), uma era feita um creme com ovos, maizena e leite. Hum… olha só o trabalho… molho bachamél, que na minha opnião, não é uma loucura de gostoso e ainda engorda. Pulei fora. A maioria das receitas (de fricasse) tem o famoso requeijão e o creme de leite. Para uma receita mais elaborada não é difícil imaginar, só trocar o requeijão pelo cream cheese. Mas, o meu cream cheese caseiro acabou, então fui de creme de leite (de latinha), creme de leite fresco (um pouquinho), requeijão (culinário) e uma lata de milho Bonduelle. Estou dizendo a marca, porque eu acredito que existe muita diferença nos milhos enlatados. Eu já tentei fazer algumas receitas com milho de espiga e, infelizmente, a consistência se perde com o milho de espiga. Talvez tenha que elaborar melhor isso, mas quando eu acertar eu conto aqui. Voltando…. tem gente que cozinha o frango (desfiado) na panela. Eu acho que não tem necessidade porque ele vai para o forno e vai ficar lá por cerca de 40 minutos. Para 4 porções, eu usei cerca de 650 gramas de peito de frango. PORÉM…. como eu falei antes, eu sempre dou uma roubadinha! 150 gramas deste frango desfiado ela defumado! A-rrá! Com este passo você já pula 10 casas para satisfação do cliente, não pulou não? rs.  Os demais temperos são os básicos. Ou os meus básicos: alho, cebola e ervas de provence (neste caso).

Várias receitas vão te dizer para colocar caldo de galinha. Mas vamos lá. Se você está fazendo frango, você não precisa de mais galinha. A não ser, claro, que seja um caldo verdadeiro de galinha. Se for de cubinho, pozinho não vale. Estes condimentos prontos deixam tudo que você for fazer com o MESMO gosto. Culpa do glutamato monossódico, que em excesso tem relação com vários males à saúde. Se ali diz que tem cebola, tem sal, tem alho, tem frango, então só está repetindo tudo que tem no seu frango! Ou vai ter porque você vai colocar! =)

O Fricasse é quase um creme antes de ir para o forno, então você vai fazer um creme com o que tem e misturar a frango desfiado ao final. Sem esquecer dos pedacinhos de MUÇARELA no meio!

Pra finalizar, eu salpiquei o queijo parmesão artesanal que a Heloisa me deu!

Pra acompanhar? Arroz com verduras e minileguminhos (fofézimos que consegui na feira orgânica) salteados.

O maravilhoso mundo da tal da internet

Sou extremamente inventiva na cozinha e longe de ser uma daquelas que segue uma receita de cabo a rabo. Então muitas das vezes que bato-papo com a minha avó sobre o que andamos fazendo aqui no Me Gusta, ela me diz que nunca ouviu falar de tal receita. Já achando que eu estou inventando moda. Mas várias vezes, eu tenho a possíbilidade de dizer: É uma receita vó!  e ela returca: Nunca ouvi falar de uma receita assim. E lógico, eu dou corda: É da internet!  E ela finaliza: Ah, a internet!

Ela entende, mas não entende bem a tal da internet. Eu tento explicar que é como se fosse uma grande biblioteca, cheia de livros e revistas sobre os mais variados assuntos, mas eu acho que deve ser meio complicado de entender. A realidade é que EU não imagino a vida sem a facilidade de navegar e encontrar coisas que eu jamais teria conhecimento sem a tal da internet. Devia ser complicado no tempo dela.

Aqui não somos os mais experts em culinária brasileira (às vezes fico com medo de dar estas declarações se ser mal interpretada). É que a comida brasileira é um pouco mais pesada e meu estômago sempre foi um pouco intolerante. E lá em casa, sei lá porque, sempre tivemos uma alimentação mais leve.

Por conta disso, acaba que uma das culinárias que mais trabalhamos ao longo dos anos no Me Gusta é a mediterrânea. E a tal da internet sempre foi o pulo do gato para tirar uma dúvida ou outra, dar aquela pesquisada… Como uma coisa leva a outra coisa (Vocês vão descobrir por aqui que o meu pensamento funciona como uma estorinha, começa em uma coisa e termina em outra que parece não ter nada a ver com a primeira. rs. Mais tem! Eu juro!). Eu estava pesquisando comidas mediterrâneas e acabei caindo em um Blog super interessante de uma brasileira residente no Canadá, chamada Fernanda Guimarães Rosa, que cozinha, mas também retrata como são as coisas por lá. E é aí que eu quero chegar!  Em 2011 (eu sei que já tem tempo) ela foi no evento dos 40 anos do restaurante Chez Panisse no museu da UC Berkeley , e viu uma oficina liderada pelo icônico Steve Sullivan, o cara do Acme Bread, onde o moço fazia uns pães como EU nunca tinha visto na minha vida (aliás ainda não vi o pão, só vi a foto). Coisa mais linda do mundo! Forno de barro, feito pelo rapaz, onde o pão é iniciado a partir da fermentação da UVA. Dá para imaginar este pão? Mas não para por ai, a criatividade ali também esta em alta, porque os pães são feitos em latinhas!

Preciso dizer que agora eu quero fazer um forno de barro aqui no atelier e fazer pães em latinhas?

Aguardem e confiem! rs

bread_9 bread_7 bread_6 bread_12

Não é a cara do Me Gusta?

fonte: http://www.chucrutecomsalsicha.com/archives/2011/09/pao.html

Vai um chazinho aí?

Aqui no Me Gusta, sempre optamos pelos alimentos mais saudáveis e naturais possíveis. Assim até o nosso chá gelado é feito em casa. Fica uma delícia e, assim, a gente se livra um pouco dos produtos industrializados.

Além de ser uma opção saudável, também fica lindo se colocado numa jarra de vidro à mesa.

Veja os ingredientes:

  • 6 maçãs com casca, cortadas em lascas
  •  2 colheres (sopa) de raiz de gengibre ralada
  •  Suco de  ½ limão
  • Açúcar mascavo (opcional)

Junte as maçãs cortadas em lascas em uma leiteira com o  gengibre e leve ao fogo. Assim que levantar fervura, desligue. Costumo deixar todos os meus chás em infusão (se possível) por cerca de 30 minutos. Depois, basta juntar o limão e levar à geladeira!

Esse chá é super-refrescante e leve.

Vale lembrar que o gengibre é termogênico, ou seja, aumenta a temperatura do organismo e acelera a queima de calorias. Já o limão é um rico antioxidante e tem propriedades digestivas assim como a maçã. Esta combinação é um potente diurético natural, além de ser super saudável e saborosa!

Imagem